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Olá,

Copiei a figura em anexo do Facebook. Achei interessante a charge, porque ela reflete exatamente como eu me sentia quando frequentava a igreja.

Me sentia o tempo inteiro apontado por todos aqueles que pareciam tão certinhos, mas que eu tinha certeza de que não eram, pois, afinal, somos humanos e pecadores.

Sempre refleti na postura de Jesus ao desenhar no chão, enquanto os Fariseus apontavam Maria Madalena, prostituta, encontrada em plena consumação do pecado (adultério), ou seja, uma pecadora. Adultério, nessa sociedade machista, era o fato de a mulher estar mantendo relações sexuais com alguém que não era o seu marido, e em troca de algum pagamento.

Para os menos estudiosos da Bíblia, os Fariseus eram o povo que estudava a fundo as leis de Moisés. E, para ajudar na compreensão dos Dez Mandamentos (as Leis de Moisés), eles criaram regras paralelas, para “melhor” a cumprirem.

Eles se consideravam doutores na lei, e, portanto, detentores de todo o conhecimento. Jesus, Judeu, já conhecido como o Messias da profecia de Elias, veio mostrar que a Lei era possível de ser cumprida e era simples, sem a necessidade de tantas leis paralelas.

Os Fariseus seguiam as leis, portanto, eram considerados Legalistas. Jesus, Filho de Deus, membro da Trindade, Criador do Céu e da Terra, era a personificação do amor. O Próprio Deus, como segunda pessoa da Trindade, presente na Terra, para redimir o Ser Humano do pecado Original, a desobediência a Deus, conforme previsto por Elias, e confirmado a Maria, pelo anjo Gabriel, em visão.

Jesus costumava olhar e tratar o ser humano com compaixão. Com Maria Madalena, não foi diferente. Enquanto, os Legalistas queriam matar imediatamente a pecadora, fazendo justiça com as próprias mãos, assumindo o papel de Deus, Jesus deixou que eles falassem sozinhos, e continuou escrevendo, até que, um por um, foram deixando o local, e só ficaram Maria Madalena e Jesus, que não a condenou.

Muitas vezes, em nome da Religião (conjunto de doutrinas), deixamos de viver a Religiosidade (prática da doutrina). Assim como os Fariseus, vivemos, muitas vezes, a lei (Religião) e nos esquecemos da compaixão, do amor ao próximo, fraternidade, e, acima de tudo: que somos iguais àqueles aos quais apontamos como pecadores.

Penso que o maior símbolo da Justiça Divina seja a condição de pecador. Para Deus, não existe a noção de tamanho de pecado. O que realmente importa é que houve o pecado. Segundo a Bíblia, no livro de Hebreus, a definição de pecado é a transgressão da lei (os Dez Mandamentos). O resto, é criação farisaica do Homem.

Graças a Deus, nos Dez Mandamentos, não há absolutamente nada que se refira à nenhum tipo de prática sexual!

Seria muito bom, se vivêssemos mais a nossa Religiosidade, e não nos apegássemos tanto à Religião.

Abraço.

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