Bem, como eu disse anteriormente, terapia seria  um outro tema que daria um bom post.

Eu sempre achei que precisava fazer terapia para poder falar sobre minha sexualidade com alguém. Via programas sobre homossexualismo e ficava cheio de dúvidas. Me achava parecido com o que falavam, mas negava que fosse passar por todas aquelas experiências.

Lá pelos 10 ou 12 anos, minha mãe foi quem me procurou para conversar sobre uma coisa que iria acontecer comigo logo logo. E, usando um livro, falou sobre o ser menino e o ser menina, as transformações advindas da puberdade e sobre o interesse sexual e o ato em si. Fatalmente surgiu a pergunta: E os gays? E ela respondeu que os gays agiam diferente, penetrando o ânus, ao invés da vagina, mas que isso não era uma coisa normal e que ela não entendia como acontecia.

Resolvi me calar e seguir o assunto, pois fiquei com medo daquilo. Não sabia como era esse tipo de prazer. Eu ainda não me masturbava e não via revistas pornô. Não sabia ainda como eram essas coisas.

Enfim, com o tempo, descobri as revistas pornô, e me sentia atraído pelos homens e não pelas mulheres. Aprendi a me masturbar e só sentia prazer, quando pensava no pênis imaginário de alguém que eu achava bonito. E cada vez me sentia mais preso dentro de mim mesmo, sem entender o que sentia.

Achava estranho gostar dos garotos, e tentava ficar com as meninas, mas elas não me satisfaziam, e eram tão dependentes emocionalmente, que me irritava a maneira como se apaixonavam por mim.

Somente aos 25, quando já trabalhava e tinha meu próprio dinheiro, resolvi fazer terapia. Achava que iria me acabar de chorar ao primeiro contato. Tremia só de pensar e falar do assunto ser gay e tudo o que viria por trás disso.

Mas, foi um processo muito interessante e importante para eu crescer como ser humano e aprender sobre a minha sexualidade. Hoje, eu penso que toda pessoa, independente de sexualidade, deveria passar por sessões de terapia para aprender a lidar com suas emoções e a compreender melhor o seu eu interior.

Não digo ficar dependente da terapia. Hoje, eu já não faço mais. Aprendi a lidar com meus processos. As vezes penso em voltar, mas desanimo ao pensar em falar das minhas angústias. Prefiro usar outros métodos, que até o momento tem dado certo: exercícios físicos, conversa com amigos íntimos, leitura, oração, enfim… Acho que cada um deve encontrar sua maneira de lidar com o assunto.

 

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