Religião x Orientação Sexual

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Religião x Orientação Sexual

Bem, olhando posts sobre assuntos semelhantes ao que escrevi, encontrei o post do link em anexo (clique no texto em rosa: Religião x Orientação sexual para ler). A leitura é rápida, mas as respostas sobre fé e orientação sexual falaram muito comigo, pois penso da mesma forma.

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Opção Sexual?

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Oi, 

Ontem iniciei a construção desse blog. Não sei se terei seguidores, ou mesmo leitores. Mas, pelo menos, poderei ter um canal de desabafo.

Hoje, gostaria de falar sobre opção sexual.

O assunto já vem sendo bastante discutido, mas gostaria de expressar a opinião de quem viveu a situação.

Eu acho engraçado, quando ouço as pessoas dizerem que as pessoas optam ou escolhem a sua sexualidade ou orientação sexual. Fico imaginando o dia em que “decidi” que seria gay, e que assumiria viver todos os males que uma condição de minoria discriminada vive. Ninguém, em sã consciência, escolheria tal situação. Nem Madre Teresa de Calcutá.

Fico imaginando o dia em que um hétero decide gostar do sexo  oposto, como se fosse uma escolha racionalmente pensada. Isso é possível? Óbvio que não!

Relembrando minha infância, me lembro que já aos 5 anos de idade, eu já tinha os meus amigos prediletos. Me lembro de um menino que achava lindo, de olhos verdes. O garoto tinha 12 anos. Me lembro que tinha meus amigos prediletos em cada série da escola. Aqueles a quem queria copiar e ser igual.

Mas você pode estar pensando que isso é normal e acontece com todo mundo. Mas, a diferença é que esse sentimento por esses meninos sempre me incomodou. De alguma forma, eu me sentia estranho, por sentir aquilo.

De alguma maneira, achava errado, não confiava em ninguém para contar o que realmente sentia, principalmente meus pais. Achava que eles iriam brigar comigo, mas, de fato, o dia na escola era sempre melhor, quando estava perto dos meus “amigos”.

Já nessa época, eu tinha o desejo oculto de ver tanto os meninos, quanto os pais deles, e, as vezes, caras mais velhos, dos seus 20 anos, nus. Queria ter a oportunidade de ver os pênis deles. Me lembro que ficava espiando meu avô tomar banho. Nunca consegui ver nada, mas sempre quis. E hoje, o tipo físico que mais me atrai é muito semelhante ao tipo físico do meu avô.

Na adolescência isso só se intensificou. O meu melhor amigo, era também a minha maior paixão, embora em todas essas fases eu tivesse as namoradinhas platônicas (mais de uma), brincasse de salada mista  e beijasse as meninas na boca, como quase todo adolescente faz.

Porém, sempre me identifiquei mais com as brincadeiras das meninas e odiava jogar futebol com os garotos. Odiava a brutalidade deles, que não sabiam brincar sem machucar uns aos outros.

Na puberdade, a coisa ficou complicadíssima, porque eu achava que isso estava escrito na minha testa, e que todos sabiam que eu gostava de meninos. Quando via revistas de sexo, era o pênis, que mais me chamava a atenção. E me dava mais tesão, quando eu pensava estar na situação daquelas mulheres.

Muito franzino, sem saber e querer aprender a jogar futebol, com muitas afinidades com as meninas, era o tempo todo chamado de bichinha na escola. Isso me assustava, porque só reforçava a minha ideia de que todos sabiam.

Isso só fez com que eu ficasse ainda mais introspectivo. Além disso, meus pais sempre me prenderam muito. Eu nunca podia acompanhar os horários dos outros garotos. Eu nunca podia fazer as mesmas atividades. Nuca podia sair da vista deles. Nunca pude dormir na casa dos meus amigos, porque estaria incomodando e, depois, teriam que retribuir.

Então, a título de obediência, eu não saía e preferia ficar em casa, enquanto meu irmão burlava todas as regras para viver sua vida.

Sempre fui o filho perfeito, obediente, compreensivo, o que ajudava, CDF, responsável, muito religioso, o que não dava trabalho pra nada. Isso por característica pessoal, mas, só aumentava a cobrança. Como uma pessoa tão perfeitinha pode não seguir os padrões e ser homossexual? Até hoje, é assim: sou melhor filho, o mais sensível, o mais compreensível, o mais senstao, o mais….. E como admitir que essa perfeição toda seja maculada pelo homossexualismo?

Família tradicional, descendentes de imigrantes, extremamente homofóbicos: impossível, sair do armário. Junte-se a isso, o fato de frequentar uma igreja evangélica, de linha tradicional, em que a homossexualidade é vista como coisa “aboninável aos olhos de Deus”. 

OH Meu Deus! Como pedi a Deus que não me deixasse ser gay! Como orei, suplicando que ele não me deixasse gostar dos meninos! Quantas vezes, pedi o milagre da transformação!

Como é possível, as pessoas pensarem que uma situação assim é escolha? Como pensar que eu posso escolher ser hetero ou homossexual?

Converso com muitos gays em salas de bate bapo. Absolutamente todos me dizem que se pudessem escolher a sua orientação sexual, fariam a opção por serem heterossexuais.

Claro que isso não é um estudo científico, mas para mim, não será uma comprovação científica que vai fazer com que o preconceito seja mudado nas pessoas e, principalmente na minha família.

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